segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

SEM CONFLITO DE GERAÇÕES!

Quando estávamos nos aproximando das férias coletivas da empresa, fiz uma promessa para um amigo de trabalho, o Jonas, menino de 20 anos, muito educado, responsável e gente finíssima, disse a ele que quando quisesse velejar era só me ligar com alguns dias de antecedência. As férias já estavam quase acabando quando o meu telefone toca (na verdade conversamos por Whatsapp).
- E ai Walnei, aquele convite ta de pé?
- Claro, quando quer ir? Amanhã cedinho?
- Pode ser, posso levar dois primos comigo?
- Pode sim, passa em casa as 5h da manhã e vamos embora!
Depois da conversa fiquei pensando, poxa que fria, passar um dia inteiro com 3 "muleques" de 20 anos, vai ser um porre, só papo de balada, carros, meninas que eu não conheço, terei que pegar no pé dessa criançada por causa da segurança, e ainda vou de carona no carro deles, se o motorista fizer muita cagada eu desço e venho embora a pé! Nunca, mas nunca mesmo me enganei tanto, começou que os meninos chegaram na hora marcada, logo carregamos o carro e dois dos meninos já sentaram no banco de trás deixando o melhor lugar para o coroa gordo aqui, quem dirigiu o carro foi o Davi, extremamente cuidadoso no volante, respeitou os limites de velocidade, faixas de pedestres, tudo, as conversas eram levadas de maneira que eu não ficasse excluído e o mais importante, ninguém me chamou de TIO, odeio isso!
Chegamos em Ubatuba e os meninos compraram um lanche para comermos durante o dia, refrigerante e um pack de cerveja Heineken e uma caixinha de Latão da Skol, ai pensei, chegou a hora do problema, se abusarem da bebida jogo tudo no mar, de novo me enganei, tenho que dizer que tirando as cervejas que eu tomei mais umas três que os meninos tomaram o restou voltou pra terra, não é que os meus jovens amigos também sabem beber sem exagerar?

Passamos um dia divertidíssimo entre a Ribeira, a praia do Flamenguinho e a praia Sete Fontes, onde comemos uma porção de batatas e uma caipirinha dividida entre todos, outra coisa, os meninos não me deixaram pagar absolutamente nada, olhem os meninos ai embaixo:


O da frente é o motorista que lhes falei, o Davi, o do meio é meu parceiro de trabalho o Jonas e o figurinha lá atrás com a bandana na cabeça é o Diego, tutti buona gente!

O dia foi tão legal que abrimos as velas, ou melhor a genoa, e velejamos gostosamente:


Olhem ai algumas fotos:

Uns aprenderam a lidar com o leme

Outros aprenderam a pegar poita alheia! (flamenguinho)


Selfie
















Na hora de voltarmos, o barco já em sua poita, todos no bote, a escadinha recolhida e amarrada dei um último mergulho antes de embarcar no botinho, como a escadinha já estava amarrada, resolvi subir no veleiro pelo suporte do motor e instintivamente apoiei o pé no leme, tinha uma craca no meio do caminho quando meu pé escorregou, adivinhem, ganhei um belo corte na sola do pé! Até tirei uma foto do corte, mas para alívio de vocês não vou postar! No final quem fez a cagada fui eu!

E mais uma vez a vida me ensina que as pessoas surpreendem, ouso dizer que esse foi um dos grupos mais divertidos que passaram pelo convés do Vivre!

Só tenho a agradecer,
valeu meninos!

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

HISTÓRIAS DE FÉRIAS (PARTE 3)

Se você ainda não leu as outras partes do nosso relato de férias, lá em baixo do post tem os links para as outras partes.

6:30h da manhã, deixei todo mundo dormindo no Vivre e dei um pulinho no mercadinho, comprei pão, gelo, refrigerante e 6 latinhas de cerveja, voltei para o barco e as 7:00h estávamos partindo rumo ao passeio mais esperado por todos, fomos até a Praia do Sul, lá na Ilha Anchieta, em segredo eu tinha planejado sair com todos dormindo e quando acordassem já estaríamos lá. Durante o caminho a turma foi acordando, foi muito legal ver a cara de cada um acordando no mar, todos levantavam meio desorientados, imaginei que a sensação deles foi a mesma do Arthur quando dorme na viagem e acorda em outro lugar.

Quando chegamos no nosso destino não havia ninguém lá, tinha bastante espaço para realizar o fundeio, talvez o fundamento da navegação que mais me preocupa, joguei e recolhi a âncora umas três vezes, e sempre achava que estava garrando, depois do terceiro lançamento, corri para a popa e engatei uma ré bem devagar até o cabo esticar e enterrar a âncora, o legal foi que fiz tudo sozinho, não por orgulho, mas por que precisava melhorar o meu fundeio, assim que senti a âncora bem firme desliguei o motor, marquei um ponto em terra e fiquei lá uns 15 minutos esperando para ver se o veleiro não garrava, durante essa espera cheguei a uma conclusão:
"Sempre fico preocupado com o fundeio, nunca tive problemas com o fundeio, vou continuar me preocupando com o fundeio!"

Nosso futuro mergulhador!
Passar o dia na Praia do Sul recarrega as energias do vivente, não canso de elogiar o lugar, uma água cristalina com peixinhos coloridos passeando bem perto dos banhista, e fazer snorkeling lá então, que maravilhoso, a criançada já encontrou várias espécies de peixes e até mergulharam com arraias sempre observando a distância de segurança obvio, até o Gabriel esta aprendendo a usar o equipamento, já fica com o rostinho dentro da água respirando pelo snorkel, só falta confiança para boiar e usar as nadadeiras, ano que vem ele já vai nos acompanha com certeza!

As 16:00h pegamos o rumo de casa, digo poita, em segredo planejei outra surpresa para a criançada, a noite da pizza, esse foi o dia mais cheio do passeio!

Rodízio de pizza no centro de Ubatuba!
Dessa fez peguei o carro ciente e preparado para o trânsito da cidade, alguns dias antes tinha passado em frente a uma pizzaria que anunciava rodízio a R$ 21,90 por cabeça, a criançada deu prejuízo para o dono da pizzaria, comeram como gente grande!

Já nos arrumando para dormir decidimos que no outro dia iríamos até a praia do Flamenguinho e voltaríamos mais cedo para lavar o barco, arrumar as malas, tomar um banho ali mesmo na poita d'água e ir embora de noite, evitando assim o trânsito na serra, deu certo, levamos 2 horas da Ribeira até a Oswaldo Cruz e mais 2 horas até em casa, e assim fechamos a nossa já tradicional semana de férias no Vivre.

Como estavam  o Arthur e o Gabriel no barco, fizemos todos os passeios a motor sem abrir vela nenhuma, fiquei de olho na previsão do tempo e no tamanho das ondas para evitar sustos, e deu tudo certo, foi divertido demais, abaixo segue um videozinho que fiz resumindo as nossas andanças!




LINKS PARA AS OUTRAS PARTES:
HISTÓRIAS DE FÉRIAS (PARTE 1)

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

HISTÓRIAS DE FÉRIAS (PARTE 2)

O que mais me agradou no perrengue que tínhamos passados no 1º dia foi o bom humor de todos, ninguém se deixou abater, ninguém reclamou de nada, até o Willyan que é um cara esquentadinho, de vez em quando até rola um ou outro "arranca-rabo" entre nós por causa do jeitão dele (ou seria por causa do meu jeito?!), estava se divertindo com a situação, enquanto esperávamos a chuva passar ficamos lá, sentados, conversando e contando piadas.

Como estava dizendo no final da 1º parte, o problema agora era a febre que tinha pego o Gabriel, confesso que um dia antes de sairmos de Caçapava tínhamos levado o menino no médico e o diagnóstico foi o de sempre, garganta inflamada, e o remédio também o de sempre, antitérmicos, amoxicilina e anti-inflamatórios, sabíamos que ele teria febre. E enquanto a Lena cuidava do Gabriel, eu ajeitava os outros na cabine do veleiro, não é segredo pra ninguém que um barco de 23 pés não comporta 6 pessoas muito confortavelmente e tem que ter muita criatividade e boa vontade para contornar esse outro pequeno problema, mas isso temos sobrando!

Com antitérmicos de 6 em 6h, antibióticos de 8 em 8h e banhos gelados durante o dia o caso do Gabriel estava sob controle, uma das coisas que se aprende quando se tem 4 filhos e um veleiro é que banho gelado seja de chuveiro, piscina ou praia não mata ninguém!
Olhando ninguém fala que estava com febre de 39º

O SEGURO, O TRANSITO E A BANDEIRA DO BRASIL.
Amanheceu, todos acordamos bem tarde, por volta das 10h da manhã, foi uma deliciosa noite de sono, a missão do dia era encontrar um lotérica e pagar o seguro obrigatório do barco, dezoito reais e uns quebradinhos, mas quem conhece Ubatuba sabe como é passar pela praia grande em época de temporada, é um terror, naquela avenida parece que toda população de São Paulo se junta com toda a população de Belo Horizonte para uma grande confraternização na beira da praia, o resultado é um transito infernal e longas filas onde quer que você vá!

Pagamos o tal seguro, agora só faltava comprar uma bandeira do Brasil para o Vivre, a dele esta toda rasgada e se a marinha aborda o nosso veleiro com certeza teríamos um grande enchimento de saco, como todo militar os caras prezam muito uma bandeira do Brasil bem "aprumada", eu também gosto, mas esqueci de comprar, só lembrei quando estávamos bem perto da Ribeira, e juro que não passaria mais naquela avenida nem que a marinha o exército e a aeronáutica ordenassem, ficamos com a bandeira rasgada mesmo.
Deu uns mergulhos e a febre baixou rapidinho!

Na volta paramos na praia do Lamberto e passamos o final da tarde lá, o Gabriel não estava comendo direito e andou vomitando, por isso resolvemos não navegar, pois se a coisa piorasse iríamos leva-lo ao PS lá de Ubatuba, mas foi só um mal estar, no outro dia mesmo o Gabriel estaria sem febre, sem dores sem vômitos, só mantivemos o antibiótico de 8 em 8h e durante o resto do passeio ele não teve mais febre!




DEPOIS DE UM ANO, FINALMENTE SOLTAMOS AS AMARRAR.
Amanheceu, já era o 3º dia das férias, finalmente iríamos soltar as amarras e navegar, preparei o motor, dei partida, arrumei a cana de leme, gps e gritei para o Wallace soltar as amarras, qual não foi minha surpresa quando ele disse:
- Pai, estamos sem poita!
- Como assim filho, sem poita? Estamos amarrados nela ué!
- Pai, "to" falando sério, acho que roubaram nossa poita!
Diante da afirmação dele desliguei o motor e fui ver como seria possível alguém roubar uma poita e ainda assim deixar o barco amarrado, descobri, na verdade estávamos sem a boia que realmente tinha sumido, não quis pensar muito sobre o motivo do sumiço, mas o cabo estava nitidamente cortado, não iria se partir daquela forma, em um corte uniforme e cirúrgico. Peguei o bote para ir até o pier arrumar um galão de alguma coisa para servir de boia, mas assim que liguei o motor e saí com o botinho, por incrível que pareça, lá estava um galão flutuando pelo mar, como se tivesse sido enviado pelo destino para recompensar a minha paciência de monge!

Saímos e fomos até ali na praia do flamenguinho, passamos um ótimo dia e a tarde lá pelas 18h já estávamos de volta e amarrados na poita, sabe que os meninos estão bons nesse negócio de pegar poita?!


continua...



LINKS PARA AS OUTRAS PARTES:
HISTÓRIAS DE FÉRIAS (PARTE 1)
HISTÓRIAS DE FÉRIAS (PARTE 3)