Gente, faz um tempão que não escrevo nada no blog eu sei, mas é por um motivo bem simples, não tem nada acontecendo, a última vez que eu tinha visto o Vivre foi em 25 de setembro de 2014, ou seja, mais de dois meses atrás. Esse ano esta sendo meio difícil mesmo, ainda não terminei a reforma do barco, falta só o interior mas não tenho dispensado a atenção que deveria para o barco, confesso que me perdi nas tarefas, minhas planilhas e cronogramas estão todos largados pelo disco rígido do meu notebook.
Neste final de semana fomos eu e o Willyan só para limpar o casco do Vivre, pensei que estaria um nojo mas foi fácil fácil, decidi fazer a limpeza em dois dias, no primeiro fiz o casco, raspei as cracas e depois passei um pano para tirar aquele "lodinho" que fica acumulado, no outro dia fiz o mesmo com a quilha, ficou um espetáculo, serviço muito bem executado (se eu não fosse humilde eu seria perfeito! ehehe).
Fiquei com preguiça de levar o motor de popa de 3,5hp para colocar no bote que o Léo sempre me empresta, então levei só o bote inflável, bote de piscina como já me disseram, e o remo, levei também minha caixa de ferramentas e algumas roupas, descarregamos tudo lá na prainha da Ribeira e enchemos o bote, colocamos tudo dentro e toca remar o excursion 3, bem no meio do caminho o bote já estava quase vazio, imagina eu e o Willyan rebolando para não entrar água dentro do bote murcho e molhar as roupas e a comida, parecia que estávamos remando um tapete de plástico entre os veleiros. Pra falar a verdade eu até já esperava que isso acontecesse, mas não tão rápido! Depois de remar nosso tapete mágico chegamos no Vivre, que esta de casa (poita) nova que é um pouco mais distante da praia, percebemos que o barco mexe mais, também já esperava isso, mas não tanto!
No final da tarde recebemos a visita do Anderson navegando o proa da manhã, um 23 pés com cara de 26, depois, mais a "noitinha", conheci o Marcos que chegou de botinho e atracou a contrabordo do Vivre, dono do Marabelo, um veleiro de 35 pés, projeto alemão, novo vizinho de poita do Vivre, a compra do barco tem toda uma história que me foi contada durante nossa conversa, acho esse clima de camaradagem que se tem no mar o maior barato, talvez seja uma das coisas mais legais da vida no mar, o Marcos me falou de seus planos com o veleiro ele vai subir até a Bahia, Recife, Fernando de Noronha e depois segue para a África, com ebola e tudo.
Como faz tempo que não escrevo aqui, acho que não contei sobre a minha vela mestra que chegou da reforma faz um mês, esta novinha, reforçada e com um rizo a mais, só falta usar!
É isso ai gente, por hoje é só, pra finalizar segue a foto do leão marinho que estava nadando por perto do Vivre!
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
HAJA PACIÊNCIA!
Reformar um veleiro é coisa de louco, nunca acaba, sempre tem mais uma coisinha pra fazer.
Em 15 de março de 2013 iniciamos a reforma do Piano Piano, que viria a se transformar no Vivre (veja o post deste dia aqui), após 188 dias em 19 de outubro de 2013 o mastro do Vivre foi erguido novamente (veja o post aqui), de lá pra cá a reforma do barco foi feita com calma e de acordo com as condições financeiras da família, mais de acordo com o dinheiro do que calma, depois que o mastro subiu eu mesmo refiz a parte elétrica do barco inteira, arranquei cada cabo elétrico que tinha no veleiro e troquei por novos, hoje não temos emenda no cabeamento elétrico do barco, exceto na fiação que vem do mastro, o bastecimento de água doce esta pronto com uma bomba pressurizada e uma bomba daquelas de pé. Além disso a genoa é nova e a mestra esta totalmente reformada com um riso a mais, ela que tinha somente um riso agora tem dois.
Como o que já esta feito esta muito bem feito, o negócio é olhar para frente e ver o que falta arrumar, e ainda tem umas coisinhas, a primeira é regular o mastro e instalar o enrolador de genoa nele, então o barco já vai estar pronto para velejar novamente, depois temos que fazer o acabamento interior e acabou, eu acho!
Apesar do barco ainda estar em reforma, este ano velejamos algumas vezes e o nosso réveillon foi no veleiro, uma nova tradição da família, mas na maioria do ano o barco ficou na poita (hoje o Vivre tem sua poita própria) e nós simplesmente fomos dormir no barco, como se ele fosse uma barraca flutuante, e vou te dizer uma coisa, é frustante constatar que hoje temos um barco que serve de barraca!
Meu conceito de barco perfeito é de casinha mesmo, gosto de fogão, cama bem arrumadinha lençóis, travesseiros, rádio, luz panelas, jogos tudo dentro do veleiro.
Paciência é uma virtude que eu não tenho, ou não tinha, o Vivre me ensinou meio na porrada a ser um pouco mais paciente, agora é raspar o cofrinho e terminar as coisinhas que ainda faltam para retomarmos as velejadas e passeios nos finais de semana!
De tudo isso o que mais me agrada foi reformar o barco sem gastar muito, eu mesmo fiz muitas coisas e isso leva tempo já que só posso trabalhar no barco aos finais de semana, se fosse fazer de novo uma reforma eu traria o Vivre mais para perto, talvez subíssemos a serra juntos, eu fico imaginando como seria curioso chegar com um veleiro e coloca-lo em um terreno que tenho aqui em Caçapava e também como facilitaria o trabalho!
Bem, agora só falta um pouquinho... Haja paciência!
segunda-feira, 15 de setembro de 2014
MAR E SOM!
Sol, mar, família, descanso, celular desligado, e a máquina de tempo (o barco) trabalhando para que seu dia seja perfeito, neste cenário nada melhor do que música, pode ser qualquer estilo, desde que você goste, é isso meus caros, um barco pede, quase implora, por um equipamento de som, principalmente se você estiver ancorado e tomando aquela cervejinha gelada!
Eu gosto muito de rock, ouço bandas como Iron Maiden, Nirvana, Pitty, mas também rola um Nando Reis, Ira, The Cranberries, Los Hermanos, Engenheiros do Hawaii e por ai vai, porém, meu vizinho pode detestar esse estilo de música e se eu abusar do som vou estragar, no minimo incomodar, o dia da família que esta no barco ao lado, ou o cara pode ficar invocado e "tampar" meu som com um FUNK no último volume do equipamento de som dele, que com certeza é bem melhor que o do Vivre, ainda mais se o barco for uma lancha.
Resolvi fazer este post no dia em que passei pela Ilha da Cutia em Paraty e lá tinha uma lancha bem grande tocando uma música muito, mas muito alta, além da música não me agradar, percebia-se nos outros barcos um constrangimento pelo fato do pessoal estar bem alcoolizado, as meninas estavam soltinhas e só não rolou um stripee tease pois alguém lá na lancha, em um lampejo de bom senso, colocou as meninas para dentro, que fique claro que não tenho nada contra o streep tease e confesso que fiquei bronqueado com o cara que recolheu as beldades, mas vamos voltar ao assunto.
Um som para o barco deve ser marinizado, deve ser de muito boa qualidade, com twiters e auto-falantes das melhores marcas e equalizadores de vários canais, um investimento de no mínimo R$ 2.000,00...
...ou pode ser um radinho igual ao que eu tenho no Vivre, veja ai:
![]() |
| Investimento: R$ 70,00 |
Mais do que o equipamento, o que realmente importa é o respeito com as outras pessoas, fiz uma listinha com algumas regras que eu sigo para não me tornar inconveniente:
1- Quando for chegar em algum lugar abaixe ou desligue o som, chegue no estilo veleiro, ou seja, quietinho sem fazer barulho.
1- Quando for chegar em algum lugar abaixe ou desligue o som, chegue no estilo veleiro, ou seja, quietinho sem fazer barulho.
2- Som a noite, só se for bem baixinho, principalmente se tiver outros barcos por perto.
3- Durante o dia pode colocar a música um pouco mais alto, mas com bom senso, eu costumo dizer que se você necessita aumentar a voz para conversar deve abaixar o som do rádio.
4- Nem todo mundo gosta do mesmo estilo de música, e ninguém é obrigado a escutar sua banda preferida.
Música combina muito bem com respeito!
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